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Comissões permanentes colocam mais desafios para Lula no Congresso

O terceiro mandato não consecutivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve um histórico irregular de vitórias e derrotas no Congresso no ano passado.

Entre as vitórias, o governo aprovou uma reforma fiscal abrangente, um novo quadro fiscal, impostos sobre fundos de investimento utilizados pelos super-ricos e regulamentos sobre apostas desportivas. Foram movimentos essenciais, só possíveis graças a uma forte dose de carne de porco.

Ainda como O Relatório Brasileiro mostrou, a proporção de projetos de lei aprovados e patrocinados pelo presidente caiu e mais decretos provisórios não foram confirmados pelo Congresso do que em qualquer ano desde 1995.

Uma relação difícil entre os poderes Executivo e Legislativo não é chocante. Apesar de elegerem um presidente de centro-esquerda em 2022, os brasileiros também escolheram um Congresso muito conservador – dando ao Partido Liberal, de extrema direita, a maior bancada na Câmara (96 dos 513 assentos) entre todos os 20 partidos representados no Congresso. A federação partidária liderada pelo Partido dos Trabalhadores de Lula, em contrapartida, conquistou 81 cadeiras.

As consequências dos resultados eleitorais de 2022 serão sentidas ao longo do mandato de Lula, já que o tamanho da bancada é o critério utilizado para distribuir o controle das comissões permanentes do Congresso. A enorme bancada do Partido Liberal já lhe concedeu o controlo de pelo menos cinco comissões na Câmara.

A maioria dos projetos de lei ou propostas de emenda constitucional no Brasil devem passar por uma ou mais comissões permanentes antes da aprovação. Em alguns casos, os comités têm a palavra final e podem aprovar leis sem necessidade de votação em plenário.

O Partido Liberal usou o seu poder discricionário para escolher membros radicais pró-Bolsonaro para ocupar posições-chave no processo legislativo – como presidentes das comissões de Constituição e Justiça, Educação, Bem-Estar e Família e Segurança Pública.

A extrema direita do Brasil defendeu o negacionismo científico durante a pandemia e apoia políticas mais flexíveis de controle de armas e a proibição do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Seus proponentes também estiveram em constantes brigas com…



Com informações de Brazilian Report.

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