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Apple anuncia investimento para restaurar a Mata Atlântica

A gigante da tecnologia Apple anunciou um investimento de US$ 80 milhões em projetos de reflorestamento direcionados ao bioma Mata Atlântica do Brasil, chamando a atenção para a agenda de sustentabilidade ambiental da empresa. Em parceria com a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) e o fornecedor japonês de componentes Murata, a Apple prometeu restaurar terras degradadas e combater as alterações climáticas num dos ecossistemas com maior biodiversidade do mundo.

A Mata Atlântica perdeu cerca de 80% da sua cobertura original devido ao desmatamento e à expansão agrícola. Existem cerca de 5.000 espécies de árvores no bioma, dois terços das quais estão ameaçadas de extinção. Como tal, o trabalho para proteger e restaurar a Mata Atlântica não é apenas crucial para o sequestro de carbono, mas também para preservar espécies vegetais e animais únicas, não encontradas em nenhum outro lugar do planeta.

O foco inicial da Apple será Trancoso, no nordeste da Bahia. Até o final do ano, a empresa planeja plantar mais de 1 milhão de novas árvores em 1.000 hectares de Mata Atlântica.

Em 2020, a Apple prometeu tornar todos os seus produtos completamente “neutros em carbono” até 2030, mas os especialistas não estão convencidos sobre a eficácia da neutralidade ou das promessas de “zero carbono”. Em janeiro, a ecologista Maureen Santos disse O Relatório Brasileiro que a ideia de compensar as emissões através de atividades de reflorestamento é um conceito questionável. “O carbono que você emite pela queima de combustíveis fósseis é diferente do carbono removido em esquemas de compensação florestais”, explicou ela.

O zero líquido, acrescentou ela, representa uma ameaça à protecção ambiental, uma vez que não oferece qualquer redução real nas emissões.

O projeto na Mata Atlântica faz parte do Restore Fund da Apple, anunciado em 2021 com o objetivo de ampliar soluções baseadas na natureza para enfrentar as mudanças climáticas. Em parceria com a Goldman Sachs e a Conservation International, o Restore Fund investiu em três projetos de remoção de carbono no Brasil e no Paraguai “com o objetivo de proporcionar benefícios que vão muito além do carbono – desde o fortalecimento dos meios de subsistência locais até ao aumento da biodiversidade”, afirma a empresa.



Com informações de Brazilian Report.

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