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Estudo mostra maior mortalidade por Covid em cidades pró-Bolsonaro

Cidades com alta porcentagem de eleitores do ex-presidente de extrema direita Jair Bolsonaro registraram maior mortalidade durante os picos da pandemia de Covid, de acordo com um estudo publicado na segunda-feira em um jornal brasileiro de saúde pública.

O estudo centrou-se nos picos de excesso de mortalidade durante a pandemia, em agosto de 2020 e abril de 2021. O “excesso de mortalidade” mede o aumento do número de mortes durante um determinado período em comparação com uma média anterior e inclui mortes por todas as causas. Durante um período no final de março de 2021, o Brasil relatou mais de 3.000 mortes por Covid por dia.

“Considerando os resultados eleitorais de 2018, observamos uma forte associação entre o excesso de mortes nos dois picos da pandemia”, escreveram os autores.

“Em termos gerais, cada aumento de 1% nos votos municipais para Bolsonaro de 2018 a 2022 correspondeu a um aumento de 0,48% a 0,64% no excesso de mortalidade municipal durante os picos da pandemia de COVID-19”, acrescentaram.

Segundo os autores, uma explicação para a correlação pode estar ligada ao papel desempenhado por Bolsonaro, um negacionista da Covid e da vacina, em influenciar o seu eleitorado.

“A descrença sobre os efeitos nocivos da pandemia, a não aceitação do uso de máscaras, a resistência inicial à compra de vacinas e a lenta implementação de uma campanha de imunização podem ser alguns dos motivos desta associação entre os votos de Bolsonaro e o excesso de mortalidade”, eles escreveram.

As descobertas são semelhantes às observadas nos Estados Unidos. Em Março de 2022, um ensaio do Pew Research Center mostrou que a taxa de mortalidade por Covid nos condados vencidos por Donald Trump nas eleições de 2020 era “substancialmente mais elevada” do que nos condados vencidos por Joe Biden.

Ambos os estudos também encontram uma correlação inversa entre o apoio ao candidato de extrema direita e a adesão à vacina.



Com informações de Brazilian Report.

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