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Um ano depois, a tragédia Yanomami continua

Há um ano, o mundo testemunhou a terrível crise humanitária que afectava o povo indígena Yanomami no norte do Brasil.

Fotografias tiradas dentro do território Yanomami mostraram homens, mulheres, crianças e idosos, doentes e fisicamente devastados, com barrigas distendidas ou costelas tão pronunciadas que pareciam explodir no peito. Entre 2019 e 2022, durante todo o mandato do ex-presidente de extrema direita do Brasil, Jair Bolsonaro, 570 Yanomami com menos de cinco anos morreram de desnutrição ou de doenças tratáveis. A malária e a desnutrição devastaram a população indígena.

Membros do governo Luiz Inácio Lula da Silva chamaram a catástrofe humanitária de genocídio e prometeram fazer o que é certo pelos Yanomami. Mas, um ano depois, a tragédia humanitária continua, embora a gravidade dos problemas de saúde indígenas tenha diminuído, segundo a Folha de S. Paulo.

A terra indígena Yanomami, o maior território indígena protegido do Brasil, abrangendo dois estados amazônicos perto da fronteira norte com a Venezuela, continua a ser atormentada pelos mesmos problemas do passado recente – nomeadamente, os efeitos colaterais da mineração ilegal de ouro.

Além das consequências ambientais óbvias (como a contaminação por mercúrio), as operações de mineração ilegal trazem frequentemente consigo outros crimes, como a escravatura moderna, o tráfico de drogas, o contrabando e a prostituição infantil. Entretanto, os problemas de saúde são tipicamente crescentes nestas comunidades improvisadas – com um impacto severo sobre os povos indígenas que vivem em áreas protegidas.

Apesar das promessas de remoção dos mineiros de ouro selvagens com o apoio das Forças Armadas, esta actividade ilegal continua descontrolada, apesar de uma breve melhoria no início de 2023.

A falta de atuação das Forças Armadas, responsáveis ​​pelo apoio logístico às equipes de fiscalização ambiental e de saúde, bem como pela distribuição de alimentos nas aldeias, foi apontada por especialistas da região como um dos principais motivos do fracasso. para combater a mineração ilegal. Alguns falaram em sabotagem, o que os militares negam.

O Ministério da Defesa afirma que o esforço para combater a mineração ilegal na região totalizou 7.400 horas de voo, ou “mais de 40 voltas ao redor da Terra”.

Laços históricos

Segundo Piero Leirner, professor de antropologia social da Universidade Federal de São Carlos e pesquisador da atuação das Forças Armadas na Amazônia, não se trata de incompetência militar, mas de projeto do Exército para a região — entrelaçado com identidade institucional própria.

Leirner explica que na década de 1980, com o fim da ditadura militar no Brasil e a percepção de que o país estava sendo afastado do jogo internacional da Guerra Fria, o Exército teve que repensar seu papel.

Uma nova doutrina militar definiu então a Amazônia como alvo de uma variedade de conflitos (contra as guerrilhas comunistas, depois contra o tráfico de drogas e depois contra as chamadas ameaças estrangeiras percebidas) e declarou que uma resposta a isso exigiria uma administração dirigida pelo militar em si.

Isto…



Com informações de Brazilian Report.

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