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Time for Fun multada por fiasco de escalpelamento de ingressos de Taylor Swift no Brasil

O Procon-SP, órgão de defesa do consumidor de São Paulo, anunciou terça-feira que multou a Time For Fun, empresa responsável por organizar uma recente turnê de shows de Taylor Swift no Brasil.

A multa foi fixada em R$ 600 mil (US$ 120.810) porque, segundo o Procon-SP, a Time For Fun violou os direitos do consumidor na venda de ingressos para a Eras Tour, de Taylor Swift, e as edições de 2020 e 2023 do festival de música Lollapalooza Brasil.

Estas violações incluem, mas não estão limitadas a, “termos e condições abusivos” que limitavam o que os fãs podiam trazer para os locais de concertos, e a imposição de taxas de serviço tanto para compras presenciais como para devoluções de bilhetes.

Depois de esperar dias na fila, centenas de Swifties relataram encontros violentos com cambistas – e muitos ficaram de mãos vazias porque os ingressos esgotaram em 40 minutos.

A situação levou uma congressista a propor legislação para aumentar as penas para cambistas – apelidada de “Taylor Swift Bill”.

A Time For Fun, que pode recorrer da decisão, afirma que ainda não foi notificada formalmente da decisão.

Negligência

Time For Fun foi fortemente criticado por restringir o que os espectadores poderiam levar para a arena. O público não foi autorizado a levar garrafas de água para o Estádio Olímpico Nílton Santos no primeiro show de Taylor Swift no Rio de Janeiro, e um torcedor morreu durante o evento, aparentemente devido aos efeitos do calor extremo. A decisão de terça-feira, porém, vale apenas para eventos ocorridos no estado de São Paulo.

Em resposta ao desastre da Taylor Swift no Rio, o Ministério da Justiça emitiu uma portaria declarando que os organizadores do evento não podem mais impedir que os participantes tragam suas próprias garrafas de água para dentro do local – e que devem fornecer locais de consumo adequados para o público.

Como O Relatório Brasileiro mostrou, a Eras Tour de Taylor Swift, a maior do mundo este ano, serviu como uma lupa para os problemas criados pela relação draconiana entre organizadores de eventos e fãs.

Esta relação é objecto de escrutínio por parte dos decisores políticos em vários países. Na semana passada, o Senado dos EUA apresentou um projeto de lei prometendo proteção ao consumidor para ingressos para eventos de entretenimento ao vivo. O chamado Fans First Act visa combater taxas elevadas, preços fora de controle e práticas de venda enganosas no mundo do entretenimento.



Com informações de Brazilian Report.

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