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Os autores do assassinato de Marielle serão julgados

Um painel do Supremo Tribunal Federal aceitou por unanimidade as acusações contra o deputado Chiquinho Brazão, seu irmão mais novo, Domingos Brazão, e o ex-delegado da Polícia do Estado do Rio, Rivaldo Barbosa, pelo assassinato em 2018 da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, e de seu motorista, Anderson Gomes.

A decisão significa que eles serão julgados por sua suposta participação nos assassinatos.

Os irmãos Brazão e Barbosa foram presos no final de março por obstrução da justiça no caso, um acontecimento que ganhou as manchetes no Brasil. O partido União Brasil rapidamente expulsou Brazão de suas fileiras.

O relatório final da Polícia Federal sobre o caso concluiu que os irmãos Brazão foram os mandantes do crime devido ao seu envolvimento com as chamadas “milícias”, as máfias da polícia paramilitar urbana que controlam vastos territórios no estado do Rio de Janeiro.

A senhora Franco e o senhor Gomes foram mortos a tiros na noite de 14 de março de 2018. Um ano depois, dois ex-policiais foram presos sob suspeita de terem cometido o duplo homicídio. Em 2023, Élcio Queiroz confessou ter participado do golpe como motorista da fuga e, no início deste ano, o atirador Ronnie Lessa fechou acordo de delação premiada confessando ser o atirador.

Em 2017, quando Brazão e Marielle Franco eram legisladores locais no Rio, ele apoiou, e ela se opôs, um projeto de lei para estender os prazos para regularizar o uso da terra em bairros da zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. Isto permitiria que as pessoas da região — nomeadamente, os próprios membros das milícias — vendessem terras a futuros proprietários e ordenassem à Câmara Municipal que fornecesse serviços como água, saneamento e electricidade.

O deputado Tarcísio Motta, que na época também era vereador do Rio e amigo de Dona Franco, disse O Relatório Brasileiro que o projeto “teria expandido o poder das milícias”. A Prefeitura demole regularmente esses edifícios ilegais na chamada Zona Oeste do Rio de Janeiro. A legislação foi finalmente derrubada em um tribunal local.

O Ministério Público Federal apresentou queixa contra os irmãos Brazão e Barbosa em maio.

O deputado Brazão é alvo separado de um processo em andamento do Comitê de Ética da Câmara para impeachment dele.



Com informações de Brazilian Report.

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