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O lançamento da vacina no Brasil deve enfrentar a escassez de doses de dengue

O Ministério da Saúde do Brasil anunciou que concentrará sua primeira campanha de vacinação contra a dengue em um subgrupo de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos devido à baixa quantidade de vacinas fornecidas pela empresa farmacêutica Takeda. Eder Gatti, diretor do programa federal de vacinação, disse em entrevista coletiva que a quantidade “muito pequena” de doses de vacinas impõe um desafio.

Em dezembro, o governo anunciou a compra e distribuição da vacina Qdenga da Takeda no sistema público de saúde. A Takeda se comprometeu a fornecer pouco mais de 5 milhões de doses em 2024, o suficiente para vacinar cerca de 2,5 milhões de pessoas com o regime de duas doses, ou cerca de 1% da população brasileira.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou recentemente o Qdenga “para crianças de 6 a 16 anos que vivem em áreas onde a dengue é um problema significativo de saúde pública”, e o Sr. Gatti disse que o governo pretende seguir essa diretriz.

“Decidiremos o melhor grupo para vacinar” dentro dessa faixa, acrescentou Gatti, para obter “o melhor resultado”. A decisão final é esperada até o final do mês, para que a campanha comece em fevereiro.

O governo também anunciou que está atualmente negociando com a Takeda a doação de mais 1,2 milhão de doses.

O Brasil relatou um recorde de 1.094 mortes por dengue em 2023 e mais de 1,6 milhão de casos de dengue, um aumento de 16% em comparação com 2022.

A agência reguladora federal de saúde, Anvisa, aprovou a vacina Qdenga da Takeda em março de 2023, mas cabe ao governo decidir se compra e distribui as vacinas por uma questão de política. O Sabin, um grande laboratório privado, oferece atualmente o regime de duas doses por cerca de R$ 800 (US$ 163), mais de 56% do salário mínimo mensal do Brasil.

O Brasil será o primeiro país a oferecer Qdenga em seu sistema público de saúde.



Com informações de Brazilian Report.

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