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Lula pede fim de greve “ilegal” de trabalhadores ambientais

A Advocacia-Geral da União entrou com uma ação judicial no Superior Tribunal de Justiça (segunda instância judicial do Brasil) na terça-feira pedindo o retorno imediato ao trabalho dos servidores públicos do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), atualmente em greve.

De acordo com o site de notícias Poder360, a ação judicial chama as paralisações de “ilegais” e “abusivas”, argumentando que o trabalho de fiscalização e licenciamento ambiental é uma atividade essencial que não pode ser interrompida.

Na segunda-feira, a greve dos trabalhadores do Ibama e do ICMBio por melhores salários se expandiu para servidores públicos em 25 dos 27 estados do Brasil. Os trabalhadores já haviam paralisado as atividades no campo no início deste ano, e agora pararam completamente.

A greve significa que operações críticas de limpeza pós-incêndio não estão sendo realizadas, e multas não estão sendo emitidas como de costume, o que pode encorajar a destruição. O movimento de protesto ocorre enquanto as áreas úmidas do Pantanal e a floresta amazônica vivenciam um número recorde de incêndios.

Sindicatos que representam trabalhadores ambientais dizem que o desmatamento nos primeiros quatro meses de 2024 afetou uma área 17 vezes maior do que no mesmo período do ano passado, e que isso se deveu em grande parte às suas demandas salariais não atendidas.

A paralisação total ocorreu após o Ministério da Administração anunciar o fim das negociações, alegando que havia “atingido o limite” do que o governo poderia oferecer. Na terça-feira, no entanto, a Ministra da Administração, Esther Dweck, prometeu que as negociações seriam reabertas.

Os sindicatos pedem um aumento salarial de 10,34% ao ano, em três parcelas, entre 2024 e 2026. Com o acúmulo de juros nesse período, o aumento total ficaria em torno de 34,32%.

A contraproposta do governo em fevereiro incluía um aumento salarial de 9% em duas parcelas: a primeira em maio de 2025 e a segunda em maio de 2026. O Ministério da Administração também afirma ter oferecido quase o dobro em bônus de refeição, um aumento de 51% no auxílio-saúde e um aumento nos auxílios-creche para os pais.

Os funcionários, no entanto, argumentam que a proposta do governo cobriria apenas a inflação de anos anteriores, acrescentando que o último aumento salarial acima da inflação ocorreu em 2016.

No início de junho, o governo declarou que não negociaria mais com os trabalhadores descontentes. Na terça-feira, no entanto, a ministra da Administração, Esther Dweck, voltou atrás em suas ameaças e disse que as negociações seriam retomadas.



Com informações de Brazilian Report.

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