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Haiti, o fator X nas eleições na República Dominicana

Muita coisa mudou desde que o presidente Luis Abinader, da República Dominicana, ganhou destaque pela primeira vez em julho de 2020, quando se tornou o primeiro chefe de estado latino-americano a ser eleito desde o início da pandemia de Covid.

Embora a sua popularidade permaneça, as preocupações dos dominicanos são muito diferentes. O vírus está muito atrás no espelho retrovisor e a crise humanitária no vizinho Haiti está agora a aumentar os seus próprios receios de contágio entre os habitantes locais.

Mas são precisamente essas preocupações que fazem com que as perspectivas de uma reeleição da Abinader neste dia 19 de Maio pareçam quase inevitáveis, já que os dominicanos vêem o actual presidente como o mais capaz de navegar na crise do país vizinho devido à sua abordagem linha-dura em relação aos controlos fronteiriços e imigração.

De acordo com o pesquisador Greenberg, 65% dos dominicanos terão em mente a catástrofe do outro lado de Hispaniola – a ilha caribenha de 76 mil quilômetros quadrados compartilhada pelos dois países – quando forem às urnas.

Mais da metade dos entrevistados acredita que Abinader é o melhor candidato para lidar com a questão, uma quantidade semelhante àquelas que planejam votar no titular.

O cenário eleitoral permanece inalterado há já algum tempo, prevendo-se que Abinader obtenha 50 por cento ou mais dos votos nos últimos dois anos, um resultado que garantiria a sua reeleição por uma vitória esmagadora. No entanto, permanecem dúvidas sobre os 190 legisladores, 32 senadores e representantes do Parlamento Centro-Americano (Parlacen), que também serão escolhidos no domingo.

O líder de 56 anos também detém uma vantagem de dois dígitos sobre o seu mais próximo…



Com informações de Brazilian Report.

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