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Expectativas de inflação pioram ainda mais no Brasil

As expectativas de inflação de curto prazo no Brasil continuam a aumentar, à medida que as de longo prazo se “cimentaram” acima da meta de inflação de 3%, afirma o principal economista do Goldman Sachs na América Latina, Alberto Ramos, ao analisar o último Relatório Focus – uma pesquisa semanal que Banco Central realizado com empresas de investimento de primeira linha.

As expectativas de inflação para o final de 2024 e 2025 aumentaram para 4 e 3,87 por cento, respectivamente, enquanto a mediana das projeções para 2026 e 2027 permaneceu inalterada por várias semanas, em 3,60 e 3,50 por cento, respectivamente.

Esses números refletem a percepção do mercado de que as metas fiscais dificilmente serão cumpridas e que as autoridades “estão inclinadas a acomodar a inflação acima da meta”, escreve o Sr. Ramos em um relatório aos investidores.

Como explicado anteriormente por O Relatório Brasileirono jargão do banco central, “expectativas não ancoradas” se referem a projeções de inflação divergentes dentro de uma janela de 18 meses. As estimativas para a inflação de 2024 e 2025 nos modelos do Comitê de Política Monetária do Banco Central — o órgão responsável por decidir a taxa básica de juros do país — se moveram ainda mais acima da meta de 3%, de 3,8 para 4% para este ano, e de 3,3 para 3,4% para o próximo. Este foi um dos principais fatores que levaram o comitê a manter a taxa Selic inalterada em 10,5% no mês passado.

Como discutimos no episódio anterior do nosso podcast semanal Explicando o Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou uma “crise de expectativas” com sua relutância em cortar gastos públicos e críticas à postura cautelosa do Banco Central, especialmente em relação ao presidente da autoridade, Roberto Campo. Neto.

Em abril, o governo jogou a toalha e mudou sua meta fiscal para 2025 de um superávit primário de 0,5% do PIB para déficit zero. Se atingir a meta zero neste ano já é considerado impossível pela maioria dos analistas, essa decisão sugeriu deterioração fiscal contínua e a falta de comprometimento do governo Lula com a questão.

Na acta da sua última reunião, o Comité de Política Monetária destacou o cenário externo ainda adverso, especialmente a elevada e persistente incerteza sobre o início do ciclo de flexibilização nos EUA, mas também sublinhou que os níveis de actividade e de criação de emprego “continuam mais fortes do que o esperado.”

A mediana das projeções do relatório Focus para a taxa de juro de referência manteve-se em 10,50 por cento para o final de 2024 e 9,50 por cento para 2025. Apenas alguma melhoria nas expectativas em torno do compromisso do país com a sua meta fiscal poderá mudar isso, dizem os analistas.



Com informações de Brazilian Report.

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